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Cinco importantes pilares da vida

  • Foto do escritor: Simone Demolinari
    Simone Demolinari
  • 17 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

A vida é regida pelo princípio da incerteza. Muitas vezes nos sentimos fortes e preparados para adversidades, contudo, basta um único acontecimento para vermos nossa fortaleza ruir.

Situações sobre as quais não temos controle, como doença, morte e trabalho, nos deixam vulneráveis e podem nos conduzir até nossas fragilidades. E, neste caso, não existe blindagem emocional que nos proteja do sofrimento. Entretanto, se mantivermos alguns pilares de pé, é possível passarmos pelas intempéries sem nos sentirmos tão devastados. Pessoas mais fortes emocionalmente geralmente dispõem desses cinco pilares: 1- Família: Espera-se que a família seja uma base de sustentação. É nela que buscamos proteção, aconchego, segurança. A família é um porto seguro para o compartilhamento de alegrias e tristezas. Um lugar onde dividimos o fardo e obtemos alívio. Entretanto, nem todas as pessoas dispõem de uma estrutura familiar capaz de proporcionar tal sensação de acolhimento. Em alguns casos, lamentavelmente, a família não só não ajuda como atrapalha. Isso ocorre quando há críticas exageradas, protecionismos, disputa entre irmãos, entre outros comportamentos que contribuem negativamente e fragilizam ainda mais o indivíduo. 2- Amizade: um bom círculo de amigos faz toda diferença. <CS8.9>Aqui incluo não só os amigos íntimos, mas também amizades despretensiosas onde é possível sair, descontrair, trocar ideias. Relacionar-se com outras pessoas intimamente e também de forma superficial nutre e energiza a vida. É sempre bom investir em amizades: elas são um importante pilar, sobretudo em recomeços. 3- Trabalho: Nem todos têm o privilégio de serem apaixonados por aquilo que fazem, mas isso não significa que o trabalho não possa ser fonte de prazer. É preciso que o clima seja agradável, acolhedor e dê oportunidade de crescimento. A realização profissional deriva da combinação de dois fatores: reconhecimento e boa remuneração ou oportunidades para atingi-la. 4- Autoestima: É um juízo de valor que fazemos a nosso respeito. A boa autoestima ocorre quando estamos satisfeitos com nossas condutas, atitudes, posturas, vivendo de acordo com o código interno de valor e nos comportando de maneira construtiva. A autoestima não tem a ver com bens materiais, beleza ou status – isso está ligado à vaidade. A autoestima é construída a partir dos avanços emocionais e é desvinculada (em parte) do mundo exterior. Pessoas com boa autoestima são serenas, confiantes e sentem-se satisfeitas consigo mesmas. 5- Parceria afetiva de qualidade: Ter uma parceria afetiva não é pré-requisito para o bem-estar emocional. Muitos optam por viverem sozinhos e estão muito bem nessa condição. Aqueles que selam parcerias afetivas de boa qualidade unem forças para enfrentar as adversidades juntos. Por outro lado, parcerias de má qualidade fragilizam duplamente o indivíduo que, ao mesmo tempo que tem alguém, não recebe o acolhimento necessário.

 
 
 

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Psicoterapeuta com formação em Psicanálise Clínica e Mestrado com linha de pesquisa em Anomalia Comportamental pelo ISCTE / Fundação Getulio Vargas.
Articulista do Jornal Hoje em Dia e Revista Exclusive.
Desde 2010 está no ar diariamente na rádio 102,9 FM; e desde 2014 semanalmente na 98 FM falando sobre comportamento.

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